Arte: David Alfaro Siqueiros, entre os murais e a política (México)

*Por Daiana Zubowicz
José de Jesús Alfaro Siqueiros, mais conhecido como David Alfaro Siqueiros,  foi um dos principais muralistas mexicanos. Ele nasce em Chihuahua em 29 de dezembro de 1896 e desde muito jovem começa a se relacionar com a política quando com quinze anos participa em um protesto estudantil contra a diretoria da escola onde estudava. Com dezoito anos une-se ao exército constitucionalista junto com seus colegas da escola de arte contra a ditadura militar de Victoriano Huerta e desde então sua arte e vida política jamais se separariam. 
Em 1919 viaja para Europa onde conhece outro pintor com o qual formaria o movimento conhecido como muralismo mexicano. Este pintor era Diego Riverae com ele, estudará aos pintores da Renascença quem com seus grandes afrescos, inspirariam o muralismo. Em Espanha, lança um manifesto reivindicando uma arte que vá além da simples ornamentação e pede aos artistas da América Latina um maior compromisso artístico. 
De volta no México, Siqueiros, Rivera e José Clemente Orozco são convidados pelo governo revolucionário a pintar murais que aproximassem às pessoas à arte. Assim começa o muralismo mexicano, que retrata a vida das classes trabalhadoras, a história indígena e as diferenças de classe. A história se transforma em arte. Desta época é seu mural "Entierro de un trabajador" no qual aparecem mulheres indígenas chorando ao lado de um caixão decorado com símbolos do comunismo, ideologia que Siqueiros apoiava. Mas a situação do pintor começa a mudar quando ele percebe que o novo governo revolucionário não estava cumprindo com as promessas realizadas no momento de assumir a presidência. 
Siqueiros continuará pintando mas seu trabalho artístico será interrompido pelas suas atividades políticas: nos anos trinta, pinta murais em Estados Unidos e Argentina, mas é preso após um protesto durante o primeiro de maio e de 1936 a 1939 luta pelos republicanos durante a Guerra Civil Espanhola. Em 1940, participa de uma tentativa de assassinato contra o ex lider soviético Lev Trotsky pelo que é exiliado ao Chile graças ao cônsul Pablo Neruda e lá pinta "Muerte al Invasor".  Viaja para Cuba e finalmente em 1948 volta para México. Alí, realizará oficinas para ensinar as técnicas do muralismo e trabalhará em diferentes murais.
A obra de Siqueiros é reflexo da suas ideias políticas e as mudanças que o mundo viveu durante sua vida. Seus murais absolutamente políticos são expressões de um artista da sua época. Foi preso 6 vezes, participou de movimentos armados e morreu em 6 de enero de 1974 no seu México, sem abandonar sequer um dos seus ideias. Seu último grande mural, "La Marcha de la Humanidad en la Tierra y hacia el Cosmos", representa todo por aquilo pelo que Siqueiros lutou e pelo que acreditou até sua morte. 
Atividade
1) Observe o quadro e leia as frases. 
2) Ouça o áudio e coloque V (verdadeiro) ou F (falso) segundo o escutado. 
3) Baixe a ficha, as respostas e a transcrição AQUI

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