Escritores: Julio Cortázar, um cronópio perdido no mundo.


Julio Florencio Cortázar foi um escritor argentino que soube quebrar com as leituras tradicionais e criar um estilo próprio que até hoje é elogiado pelos críticos. Cortázar nasce em 26 de agosto de 1914 na embaixada argentina belga e voltará para terras argentinas aos quatro anos. Pouco tempo depois, seu pais se separariam e Julio seria criado junto com sua irmã menor pela mãe, tia e avó. Sua infância não foi muito feliz devido a constantes problemas de saúde e seu temperamento nostálgico o que o levou a devorar livros de Julio Verne e Edgar Allan Poe no seus tempos livres. Formou-se como professor em Letras em 1935 e começou a trabalhar dando aulas. Por essa época, publicou um livro de poemas que não lhe rendeu muito reconhecimento mas ele continuou escrevendo entre trabalho e trabalho. Para 1944, dava aulas de literatura francesa na Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza) mas em 1946, após Juan Domingo Perón ter ganho as eleições, decidiu se demitir por não concordar com as novas políticas da universidade que dependiam do governo peronista. Cortázar seria considerado um comunista pelos Estados Unidos ao longo da sua vida e um soldado do imperialismo pela União Soviética, demostrando assim, que o escritor tinha uma forte convicção política que ao mesmo tempo, não o impedia de ver as falhas das correntes que apoiava. Para 1951, e convencido de que o governo peronista estava virando uma ditadura, decide se mudar e escolhe Paris para morar,  cidade onde tinha ganho uma bolsa de estudos. Cortázar voltará por última vez para Argentina em 1983 com a volta da democracia já como um escritor reconhecido entre o público graças a livros  como "Rayuela", que permite que o leitor escolha o caminho que a sua leitura quer tomar, e "Historias de cronopios y de famas", uma viagem pelo surrealismo. Embora reconhecido pelos seus compatriotas, foi ignorado pelas autoridades. De volta em Paris, não consegue superar a morte da sua segunda esposa que tinha acontecido um ano antes e entra em depressão. É diagnosticado com leucemia e morre em 12 de fevereiro de 1984, deixando atrás uma vasta obra literária que encanta aos novos e velhos leitores pela sua originalidade.


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