Arte: Frida Kahlo, a arte da dor e da vida (México)

*Por Daiana Zubowicz
Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón mais conhecida como Frida Kahlo nasce em 6 de julho de 1907 em Coyoacán, México. Com seis anos é atacada pela poliomielite que a deixa com uma perna mais fina que a outra e um dos pés atrofiados. Com o apoio do pai, consegue superar esta doença e suas consequências mas anos depois, com 18 anos, sofre um acidente de ônibus no qual uma barra de ferro a transpassa pelo abdômen,  impendindo-a de ter filhos no futuro e fraturando sua coluna sua pélvis. Ela realizaria mais de 30 cirurgias ao longo da sua vida que traria tempos de dor e imobilidade, tudo plasmado na sua obra. Nessa época, Frida começa a pintar desde sua cama e dois anos mais tarde leva algumas das suas obras ao já conhecido pintor Diego Rivera. Desse encontro nasceria uma das histórias de amor mais intensa, conflitiva e cheia de admiração que o mundo conheceria. Diego de 43 anos e Frida de 22 casam-se em 21 de agosto de 1929 e em 1930 Frida engravida mas sofre seu primeiro aborto. Ela fica muito triste e deprimida e pintará ao longo dos anos, essa tristeza de não poder ser mãe. Junto a Diego, viajará para os Estados Unidos e começará a ser reconhecida por ela mesma, uma pintora latino-americana e sobretudo, mexicana. Seus vestidos e penteados passeiam-se pela terra do capitalismo junto a uma atitude desafiadora. Comunista e revolucionária, Frida enfrenta o mundo material e sensível a partir de sua obra: seus três abortos, as infidelidades do Diego, suas dores, suas cirurgias, seus períodos de imobilidade e um universo de injustiças. Frida e Diego se divorciam anos depois e ela começa a brilhar em New York e pouco tempo depois, em Paris. No México, refugia ao líder da Revolução Russa, Leon Trostki com quem tem um caso.
Em 1940 casa-se novamente com Diego, quem a acompanhará até o final dos seus dias, sendo um grande apoio em 1953 quando Frida tem uma perna amputada e, já cansada, pensa em se matar. Novamente em cama, escreve desde sua dor: “Pés, para que os quero se tenho asas para voar.” Como último desafio, Frida participa da sua última apresentação desde uma cama: o médico a tinha impedido de sair da cama, indicando repouso absoluto. Cumprindo as ordens dadas, ela traslada a cama até o lugar do evento e desde ela recebe aos convidados. Frida morre no seu leito em 13 de julho de 1954. Oito dias antes de morrer, escreve em um do seus quadros de natureza morta “Viva la vida”.   
Apesar das suas dores e cirurgias, perdas e tristezas, Frida pinta com cores brilhantes sua história e com cores escuras sua desesperança. Pinta autorretratos; pinta ao Diego. Pinta sua vida. A obra de Frida Kahlo é vida.
ATIVIDADE
1) Observe o quadro e leia as descrições. 
2) Una-as com os números e coloque o nome da parte descrita. 
3) Baixe a ficha e as respostas AQUI.

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